É um comentário que procura caracterizar o que é uma jóia "...são peças criadas
a partir de metais nobres e pedras preciosas e semi- preciosas..."
Achei realmente interessante esta colocação, pois ela colabora aqui para a nossa
discussão.Então, será que só podemos considerar jóia quando o seu metal for nobre e a
sua pedra preciosa?
A jóia traz em si uma questão de poder econômico, ela erepresenta um estatos, porém,
então, por que não apenaspendurar barrinhas de ouro no pescoço e nas orelhas?!
Onde entra a questão do design, da técnica, da estética?!
Não podemos esquecer que a jóia é um ornamento para o Homem. Um artefato que pode
demonstrar além da riqueza e do poder , a ciatividade ou uma identidade. ( ou então
todos vão usar as mesmas barrinhas de ouro?)
A questão do valor é muito variável, como o próprio Caio mourão comentou sobre as
diamantíferas, ou então quando pensamos em um pedaço de fóssil, ou uma relíquia
pessoal, ou até, por que não, uma preciosidade eletrônica: um "chip"da
primeira era dos computadores. Onde está o valor? Na raridade , na qualidade, no preço
do mercado?
Como devemos chamar os ornamentos produzidos pelos índios, ou aquelas peças étnicas de
tribos antigas preservadas até hoje?
Será que jóia diz respeito à durabilidade da peça? Será que jóia tem que ser eterna,
enquanto bijuteria é efêmero, é de moda?
Eu discordo que jóias são apenas aquelas elaboradas com metal nobre e pedras preciosas,
na minha opinião, jóia envolve , além do material, estética e conceito, vinculados à
ciatividade e à linguagem do seu criador.
Mariana - Designer
Este site e muito sério é de pessoas que anos e
anos vem pesquisando sobre joalheria, não são de pessoas recem formadas de universidades
de desing que acham que sabem tudo se nem uma esperiencia na area para fazer certosc
omentario, simplesmente leram em algum lugar nem sequer teve contato direto com o material
co as formas com as origem. Tudo bem todo comentario é valido mais com coerencia no
que falam e pensam.
Este nosso site é tudo de bom, não podemos vulgarizar com opiniões que quando leio fico
tão triste.
Jóias têm que ser realmente feitas em ouro gemas brasileira muito diamante e estética.
Os adornos feito de penas casca de madeira conchas que têm um valor histórico, também
têm que ser valorizado. DINA
ACHO QUE JOIA E TUDO O QUE VOCE CONSIDERA DE
VALOR, PODE SER UM METAL OU UMA PEDRA HA ISSO CHAMAMOS DE VALOR SENTIMENTAL. MAS
DEVIDO A ORIGEM DA PEDRA, O TRABALHO REALIZADO NO METAL O VALOR SE TORNARA BEM MAIOR
FINANCEIRAMENTE. QUANTO AO MEIO AMBIENTE ACHO QUE DEVE SER INSPIRADO PELO DESIGNER.,
PORQUE NAO EXISTE MAIS BONITO DO QUE A NATUREZA., E SE ELE(A) CONSEGUIR CAPTAR ESSA
ESSÊNCIA SERA UM GRANDE PROFISSIONAL. VITORIA
...Peço direito de resposta !
vamos lá...
A grande qualidade deste site, na minha opinião, é que mais do que uma importante
vitrine do design de jóias nacional ele é um centro virtual de discussão sobre o
assunto. Um espaço interativo onde idéias, informações e opiniões podem circular.
Acho importante o exercício de expor pensamentos, pois isso nos ajuda a entender que uma
opinião não anula a outra, e sim, acrescenta.
A pesquisa na área de joalheria, assim como na arquitetura, na moda e na arte deve ser
eterna, pois mesmo depois de anos e anos de estudo ainda assim novidades irão surgir e
estes novos conceitos devem ser agregados ao conhecimento e talvez possam servir como
estímulo para a criação de um novo desenho contemporâneo.
Eu tive a oportunidade de me formar em uma faculdade que discute arquitetura / urbanismo /
design / arte e sociedade de uma maneira muito ampla e ao lado do arquiteto paulista Paulo
Mendes da Rocha pude aprender a ver o mundo de um modo mais integrado, por isso considero
o meio ambiente enquanto elaboro as minhas jóias, por isso penso na sociedade quando
valorizo o design e não apenas o valor material, tornando viável o uso cotidiano de
jóias mesmo neste meio urbano tão violento e também procuro deselitizar a joalheria
propondo que a criação não dependa totalmente de um empreendimento econômico para
existir. Permito-me enxergar valor, qualidade e estética em objetos inusitados e me
orgulho do resultado.
Gosto de criar jóias com estética e conceito e procuro deixar o meu repertório crescer
a cada dia com entusiasmo, por isso agradeço a colocação da Dina e estou aberta para
mais discussão!
Mariana Brasil- Arquiteta e designer
Uma ponderação sobre este assunto...
Jóia é nobre. A joalheria sempre acompalhou a nobreza, foi inacessível à plebe
por milênios. Os egípicios, os romanos, a nobreza européia.... Para alguns povos, em
várias fases de nossa história, a importância da Jóia era possuir algo incomum,
um valor que significasse uma grande dificuldade de obtenção, uma pena de um pássaro
raro ou até a orelha de um inimigo.
Absurdo? O grupo poderia tanto ver no adereço do Rei seu poder, em muito
ouro ou pérolas, significar a conquista de outras terras, assim como o adereço do
guerreiro significando sua história de coragem.
Concordamos que Jóia é adereço? Concordamos que deve ter um significado?
A meu ver, Jóia é a peça que tem um valor agregado. Seja em ouro, pedras,
arte, criatividade (leia aqui técnicas e materiais alternativos), design, mão de obra
impecável ...
Quanto mais rara for, mais valiosa será.
Não podemos esquecer do IMENSO valor, que é o estimativo. Foi de minha avó, ganhei
quando fiquei noiva...quando fui promovido em meu trabalho, naquele momento inesquecível.
A JÓIA marcando um momento a ser lembrado.
... E é só?
Não, vejo mais uma característica que a Jóia deve ter. DURABILIDADE. Porque
comprar o ouro, além do status que este metal empresta a quem usa? Ele vai durar. Vai
atravessar gerações. Será herdado e lembrado.
PODE SER VENDIDO E SEU VALOR RECUPERADO. Pode ser transformado, repensado.
Todo povo que passou por uma guerra sabe bem o que foi ter
uma corrente de ouro. Elos salvaram vidas.
Estamos no ano de 2002. Nosso conceito de reserva natural ainda coloca o diamante no topo
do mundo. Por quanto tempo? Laboratórios estão fazendo réplicas perfeitas. Até com os
eventuais defeitos de uma pedra natural.
E o marqueting que faz transformações como alquimistas?
A exemplo, uma tendência que considero digna de estudo a paixão das mulheres pelas
bolsas, aquelas, de alguns mil dólares. Está durando muito. São o símbolo do status do
guerreiro(?). Você não tem nenhum valor agregado a isso, além de extrema
futilidade. Nunca comerá do fruto deste investimento.
A JÓIA é investimento.
Os conceitos estão mudando. E quem deve decidir este impasse é o mercado.
Seu trabalho é bem aceito? Sua proposta é absorvida pelos clientes?
*** Quero registrar que as JÓIAS mais comentadas e elogiadas até agora no Concurso 2002
do Jóias do Brasil, que atingiu o universo variado e democrático da internet, foram as
da Categoria de Joalheria e Técinas Alternativas.
Cris Koelle
Não podemos esquecer que antes de ser 'jóia'
essa peça era um adorno e o termo bijuteria nem existia.
'jóias' e bijuterias são denominações que o Homem moderno criou.
Eram chamadas 'jóias' somente as peças feitas em ouro, podendo ter ainda pedras
'preciosas' com belas lapidações,
e a bijuteria eram as peças que imitavam as 'jóias' com materiais mais baratos como o
metal banhado imitando o ouro e o vidro imitando as pedras.
Hoje no mundo comtemporâneo os conceitos se ampliaram a tal ponto que não existe mais
fronteiras entre a jóia e bijuteria . Nem mesmo os termos pedras 'preciosas' ou
'semi-preciosas' existem mais.
Atualmente outros materiais são acresentados à joalheria e que antes perteciam á classe
da bijuteria como o plástico, vidro, resina entre outros Uma coisa não mudou o que
chamamos de 'jóia' ainda é destinada à pessoas que pertencem à uma classe mais
elevada, financeira ou intelectual , ou por ser confeccionadas em ouro ou por serem
produtos de design, ou ainda por serem uma 'jóia de autor'. Mesmo quando se fala de
peças feitas com materiais não convencionais como papel, borracha, micro chips, ou o que
quiser, elas podem estar na categoria de 'jóias' uma vez que valores sejam agregados à
eles. O que especifica uma 'jóia' não é mais o conjunto de materiais intrínsecos mas a
capacidade criativa do seu autor na concepção e resolução de sua idéia. Virginia
Moraes
(Este email do Caio vem bem de
encontro a esta discussão. É sobre a peça que ele estará mostrando no SIOR)
O Porquê da JÓIA-ANTI-JÓIA
Apliquei os materiais mais esdrúxulos, juntei bronze com aço, prata e ouro, e ainda
arrematei com uma especularita (da família das hematitas = minério de ferro) bruta.
Realizei a peça toda, à maneira de antigamente, e bota antigamente nisto, soldando por
fusão, recortando a fogo, usando martelo em vez de laminador e, de pura sacanagem,
coloquei o ouro num papel bem secundário: engaste para a pedra, que foi feito furando a
chapa e virando as garras por trás, nem arrebites usei.
Tudo isto para mostrar que jóia é e sempre será jóia, desde que um ancestral nosso
pendurou uma concha furada no pescoço.
O importante é a criação partindo do seu sentir, de sua capacidade artesanal e dos
materiais disponíveis. Um pouco de delírio sempre ajuda... Outro recado nesta peça é o
detalhe.
Usei como metal secundário exatamente para mostrar que nem sempre ele foi tão usado e
desta maneira ostensiva e como sinônimo de alto valor.
Era mais usado em utensílios como copos, pratos, elmos e armaduras, e até em estátuas e
esculturas o ouro era comum.
O ferro, inexistente, quando encontrado tinha um valor enorme, e era usado como talismãs
ou encastoados em coroas reais, copos de espada, centro de ostensórios, por aí. Teve um
lugar tão forte como o diamante hoje em dia.
E continua brilhando cada vez mais forte até os nossos dias.
Se não existisse o ferro não teríamos o aço, e sem aço... O bronze foi tão
importante que existe até uma Idade do Bronze, nem preciso falar sobre isto.
E a nossa amiga prata, o metal da Lua, feminino por encantamento e natureza, continua a
nos seduzir até agora com sua presença em computadores, emulsões fotográficas e até
no som dos sinos. Por isto esta Jóia-Anti-Jóia, que também poderia ser chamada de um
novo olhar sobre o que estamos fazendo.
Caio Mourão /4 de maio de 2002
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